RCL 42 _ Genealogias da Web 2.0

Para uma arqueologia da ciberliteratura

A ciberliteratura alia uma técnica e um dispositivo tecnológico a práticas experimentais de carácter ficcional que o ambiente ciber propicia com os seus mecanismos muito próprios.

Esta articulação está nas origens do movimento denominado Oulipo. Uma das contradições da literatura produzida pelo Oulipo é que o aumento dos constrangimentos de escrita é proporcional à libertação da literatura assim gerada. Mas as técnicas enunciadas e utilizadas pelo grupo não se resumem a técnicas de produção textual. Elas configuram também a própria organização de textos.

Destacam-se três escritores cuja obra releva de exercícios de auto-constrangimento. São eles, Georges Perec, Italo Calvino, ambos membros efectivos do grupo Oulipo, e, ainda, Julio Cortázar, convidado a aderir ao movimento mas que não chegou a fazê-lo. São três romancistas cuja consistência formal e literária das suas obras merece ser destacada. Encontram-se, nas estruturas formais dos seus romances, o princípio da narrativa não linear, deixada ao critério do leitor.

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