RCL 42 _ Genealogias da Web 2.0

Redes Sociais

Da Natureza Ontológica e Metafórica das Redes

Neste texto, começa-se por descrever as teorias clássicas de rede nomeadamente a 'análise das redes sociais' e a 'sociedade em rede' de M. Castells. Na parte final, sugere-se uma outra noção ontológica de rede inspirada em Bruno Latour. Fazem-se algumas considerações sobre as potencialidades desta última abordagem no estudo das novas redes sociais em ambiente digital. Com efeito, a noção metafórica de 'rede', num sentido ontológico e que recusa o antropocentrismo, apresenta enormes potencialidades quando se estudam as novas redes associadas à Internet, nomeadamente as surgidas com a Web 2.0.

A dimensão interactiva dos blogues

Neste artigo defendo a ideia que abordar os blogues apenas como fonte de informação é redutor. Se é certo que essa é uma dimensão importante, em especial em certos tipos de blogues, não podemos esquecer que os blogues, à semelhança de outros tipos de software social, são usados como formas de construção de identidades e de redes sociais em 'espaços de afinidade'. Neste artigo, chamo a atenção para três dos factores que potenciam e simultaneamente constrangem a interacção digital: ligados ao software, ao género de discurso (Miller e Sheperd, 2004) e ao ecrã (Kress, 2005).

Dinâmicas indiferenciadoras na transição da Web 1.0 para os novos media participativos

Neste artigo analisamos alguns das dinâmicas evolutivas presentes na passagem do primeiro momento de popularização da Internet e da World Wide Web para o actual segundo momento, que se iniciou com as aplicações associadas à chamada WEB 2.0 e que tem como principais plataformas redes como Facebook, Myspace, YouTube, Twitter, entre muitas outras. Sustentamos que a transição da WEB 2.0 para os novos media participativos se caracteriza por uma tendência para a indiferenciação. A indiferenciação é definida através da evolução das métricas das diversas redes que serão consideradas neste artigo. Particular atenção é conferida aos estudos que mostram que a função de distribuição dos inlinks e dos outlinks tendem a ter valores semelhantes nos novos media participativos, ao invés do que ocorre no caso da World Wide Web. Esse facto mostra que os novos media exibem um alto grau de reciprocidade entre os seus nós.

Entre a objectivação e a subjectivação: a existência no Facebook

Este artigo pretende analisar apenas alguns aspectos peculiares das dinâmicas que ocorrem na rede social Facebook. As novas tecnologias e os seus softwares, marcados pela cultura-ecrã e pelo ciberespaço, transformam e afectam profundamente a existência contemporânea dos indivíduos. Nesta era dos self-media, expressões sociais como identificações e interacções múltiplas, adesão grupal politeísta que amplia a conectividade e a abertura a novos gostos, motivações e desejos, e uma certa partilha embriagada a expor a subjectividade individual, são alguns exemplos que demonstram bem uma propensão actual para a intersubjectivação. A fusão entre orgânico e tecnológico demonstra bem tal processo.

O espaço de interacção nas redes sociais

O espaço em que as pessoas interagem ou estão sós nas redes sociais, que estatuto social tem? O que as pessoas lá fazem caracteriza-se como apropriado de espaço público ou privado? Casos recentes envolvendo grandes bases de dados e, em particular, o Facebook, levam-nos a colocar estas questões e reflectir acerca dos modelos em presença que parecem ainda não ter encontrado a figura de mediação legal exacta para dirimir os problemas que se levantam com o uso e abuso no acesso aos dados colectados de toda a actividade das pessoas na internet.

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