RCL 41 _ Design

Teoria

Do Design como escultura social: Nova Associação nos Desígnios do Design

A questão do design, encarada como organização da economia politica, é o tema daquilo que Bernard Stiegler, operando um conceito de Gilbert Simondon, designa como «meios as-sociados». Se, como o autor mostrou em Mécréance et discrédit 3. L’esprit perdu du capitalisme, todo o objecto do desejo é um objecto de vício, uma vez que o vício é uma dependência e o desejo depende do seu objecto, existem formas de vício que destroem o sujeito desejante bem como o objecto desejado: assim é a passagem para o consumo pulsional, ou compulsivo, tal como foi engendrado pela divisão industrial do trabalho e dos papéis sociais — esta releva daquilo que é designado como «meios dis-sociados».

O desafio actual do design é mudar de sistema industrial para inventar uma nova forma de economia libidinal industrial.

Quando é Arte? Quando é Design? Para a definição de uma designologia

Quando é Arte foi uma proposta feita por Nelson Goodman para refazer a questão filosófica essencial sobre a arte: O que é a Arte?
Em anos recentes o design tem vindo a ocupar mais e mais espaço e tempo nos lugares normalmente pertencentes à arte. A natureza dos objectos etiquetados como de design que invadiram os museus e as revistas de arte, e seduziram os compradores da arte não como ready-mades ou objects trouvés mas desavergonhadamente como design deve ser investigada.

Usando a estratégia de Goodman de colocar a Arte no âmbito de uma teoria simbólica, este artigo argumenta que será pertinente substituir a questão «O Que é Design?» pela questão «Quando é Design?»

Das três condições para a existência de Arte propostas por Goodman — Representação, Expressão e Exemplificação — propõem-se três condições novas para a existência do Design — Apresentação, Impressão e Autenticação.

Estas três condições são identificáveis antes e depois da existência do objecto de design.

Para um Design Relacional

Haverá alguma filosofia que englobe e ligue projectos pertencentes a campos tão diversos quanto a arquitectura e o design gráfico e de produto? Ou teremos já ultrapassado essa fase? Poderemos esperar até que narrativas tão grandiosas ainda existam? Partindo destas questões, este artigo defende que entrámos na terceira fase da história do design moderno: uma era de design relacional e contextual. O ensaio faz a caracterização deste modelo e, a partir da análise de casos práticos, discute os seus princípios e principais linhas programáticas.

Design de vanguarda: das narrativas disruptivas aos discursos relacionais

Este artigo explora o actual contexto das práticas participativas, analisando temas e projectos de uma série de designers. A análise propõe uma interpretação do design contemporâneo como «criatividade biopolítica» (António Negri) repercutindo-se em diversos campos: social, cultural e político.

Breve contributo para uma estética do design: objectos-metáfora

Neste texto pretendemos apresentar uma reflexão que tenha em conta o design como teoria e como prática, contribuindo (de forma breve) para a edificação de um corpo teórico e sistemático sobre a disciplina. Já não é possível dizer que está tudo por fazer, uma vez que se multiplicam os esforços no âmbito dos design studies para legitimar o design do ponto de vista da sua singularidade epistemológica e ontológica. A perspectiva que aqui adoptamos é a que pretende avançar na estética do design. Como todas as perspectivas, também a nossa está integrada num certa concepção de design que desejamos esclarecer ao longo deste exercício de reflexão. Baseámo-nos numa hermenêutica dos artefactos de modo a justificar a aproximação da estética do design ao entendimento do design como busca de sentido para a existência. É certo que partimos da estética filosófica — a estética da tensão entre o possível e o desejável segundo uma dialéctica da razão — mas não perdemos o horizonte do design na especificidade do uso.

O desenho e a interpretação dos signos: o parque biológico de Gaia

O design/desenho é feito para ser interpretado na linguagem dos signos. Um desenho pode ser entendido como a forma visível de forças invisíveis. Trata este texto em primeiro lugar da natureza e da função dos signos. Trata a seguir da questão da interpretação dos signos num contexto de visita a um parque temático — na ocorrência, o parque biológico de Gaia.

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