RCL 39 _ Fotografia(s)

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Sobre a arte do desenho fotogénico, ou processo segundo o qual os objectos da natureza por si mesmos se desenham sem socorro de lápis

Este é um dos textos que acompanharam a invenção da fotografia, escrito por um dos seus pioneiros e publicado pela primeira vez em português na sua versão integral. Trata-se da comunicação redigida pelo autor e lida perante a Royal Society a 31 de Janeiro de 1839, sob o impacto das notícias «alarmantes» que chegavam de Paris, de que Daguèrre teria inventado a fotografia. Talbot, que começara a redigir o seu artigo em 1838, sentiu necessidade de rapidamente acabá-lo para reivindicar a sua inscrição como pioneiro na história da descoberta da fixação de imagens obtidas pela camera obscura, deixando para umas semanas mais tarde a apresentação de um texto mais detalhado.

A Estereoscopia e a Estereografia

Este artigo de Oliver Wendell Holmes é um dos textos paradigmáticos da história da recepção da fotografia. Nele, Holmes, a propósito das possibilidades da fotografia estereoscópica para fornecer a «solidez» dos objectos e do mundo em geral, introduz a célebre expressão, para caracterizar a fotografia, de «espelho com memória». A partir desta ideia conduz o leitor às mais distantes paragens, sublinhando como este novo medium, quando acrescentado da tecnologia estereoscópica, pode conduzir-nos numa viagem «real» sem sairmos do lugar.

Ontologia da imagem fotográfica

André Bazin, mais conhecido como crítico e teórico do cinema, deixou-nos um texto sobre a «ontologia fotográfica» que merece ser sempre revisitado pela forma como resume algumas das características mais perturbantes e problemáticas da fotografia analógica, mas não ficando de forma alguma desactualizado face à revolução do digital. Pelo contrário, «Ontologia da Imagem Fotográfica» evidencia o modo como algumas das questões históricas do fotográfico se mantém em aberto e sempre disponíveis para novas reflexões.

A Mensagem Fotográfica

Este ensaio de Barthes, frequentemente citado e comentado no contexto da crítica pós-moderna da fotografia, aborda a fotografia enquanto «mensagem», utilizando conceitos da semiótica (conotação vs. denotação, sentido, significado). Tomando como exemplo a fotografia de imprensa, e a forma como esta última se estrutura no espaço da publicação e na sua relação com o leitor, Barthes chama a atenção para a necessidade de analisar a fotografia de imprensa não apenas ao nível dos seus conteúdos ideológicos, como também dos «códigos» específicos da fotografia, de modo a revelar o paradoxo que lhe subjaz: aquele que faz de um objecto inerte uma linguagem e que transforma a incultura de uma arte mecânica na mais social das instituições.

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