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RCL 39 _ Fotografia(s)

A Câmara Clara: Outra pequena história da fotografia

Todos os que se preocupam em providenciar um modelo histórico para a fotografia encontram uma série de problemas metodológicos. As peculiaridades da fotografia— a sua replicação fiel daquilo que vê, a sua articulação simultânea com passado, presente e futuro, a sua capacidade de infinita reprodução e alteração de forma, o número infinito dos seus produtos — representam um desafio histórico insolúvel. Implodindo a relação entre real e representação, a fotografia foi descrita por Barthes como uma «revolução na história antropológica do homem», «um tipo de consciência sem precedentes».

Como se escreve então a história da «consciência»? Como escrever a história de algo que escapa a uma fácil definição, que não tem limites definidos, e opera sobre o princípio da reflexão? Como incorporar os múltiplos modos pelos quais a fotografia foi usada e compreendida pelo mundo for a, bem como as diferentes fotografias que circulam dentro da nossa cultura?

O que pretendo aqui defender é que uma das formas de entender uma tal história é a pequena história da fotografia que Barthes elabora em </em>La chambre claire</em>. O meu artigo sustenta que existe de facto uma politica fundamentada em <em>La chambre claire</em>, e que pode ser encontrada na forma como Barthes lida com a história; eu proponho, neste sentido, que <em>La chambre claire</em> deveria ser lida não tanto como um ensaio teórico, mas como uma história da fotografia — ou mesmo como uma história acerca da fotografia.

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