RCL 38 _ Mediação dos Saberes

Não se nasce Mãe

Tomando como ponto de partida o debate sobre o aborto em Portugal 2007, este artigo analisa o uso retórico do discurso sobre a «vida do feto» por movimentos «pró-vida». Usando o trabalho feminista, nomeadamente no campo de estudos de ciência e tecnologia, pretendeu mostrar-se as contradições da sua apropriação para defesa dos valores tradicionais da família, do género e da naturalidade da reprodução dentro deste quadro. De facto, uma vez que este discurso só se tornou possível após a introdução das tecnologias de visualização que penetram o corpo da mulher grávida para mostrar o novo signo cultural que é o feto-cyborg, convive mal com toda a panóplia de novas tecnologias de reprodução hoje existentes e só se mantém quando consegue ocultar o questionamento do natural/artificial para que remetem estas tecnologias. Para mostrar como o debate sobre o aborto não se pode hoje fazer sem considerar o contexto das tecnociências, apresentam-se algumas abordagens conflituais que focam os problemas da liberdade de escolha e do controlo sobre o corpo, em particular no caso da concepção e da reprodução.

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