RCL 37 _ Arte e Comunicação

Novas Plasticidades

Biopoesia

Os novos meios de comunicação expandiram a horizontes antes impensáveis as capacidades de criação de novas linguagens poéticas. Para além do vídeo, da holografia, da programação e da web, outros meios ainda mais recentes estão ainda por explorar. O que neste texto se propõe é que, num mundo povoado por clones, quimeras e criaturas transgénicas, se explorem as novas possibilidades de uma poesia in vivo, que use a biotecnologia e os organismos vivos como um novo campo de criação verbal, paraverbal e não verbal.

O fantasma da criação: Gerar vs. criar

Turbilhão, fluxo, ficção. Operador, criador, conceptor, programador, autor, demiurgo. Geração automática, criação assistida, produção. Obra, artefacto. Onde está o recalcado da alma noética? Como é que um ser com um defeito de origem, sem qualidades, pode arrogar-se a função de autor? Que dissimulam todos estes termos? Como caracterizar o fantasma da criação?

Da cultura visual da medicina à cultura médica da arte: Vieira da Silva e Lennart Nilsson

A ideia de uma cultura visual da medicina assenta em duas teses fundadoras de Erwin Panowsky e de Michel Foucault, segundo as quais, respectivamente, desde o Renascimento a teoria das proporções humanas foi abandonada pelos artistas e teóricos da arte em favor dos cientistas e a medicina clínica moderna advém de uma alteração da relação entre o visível e o enunciável que criou a possibilidade de uma anátomo-clínica, no século XIX. A cultura visual da medicina consubstancia o devir-arte da ciência e o devir-ciência da arte. Com efeito, a medicina moderna é conduzida desde o seu início por uma pulsão escópica que ambiciona a transparência total dos corpos e que constitui uma das expressões do ocularcentrismo ocidental. Na cultura visual da medicina é possível destrinçar três grandes épocas, a da representação anatómica renascentista, a da radiografia, da fotografia e da cinematografia, e a das tecnologias informáticas contemporâneas de imagiologia médica, regidas por diferentes lógicas da imagem — formal, dialéctica, paradoxal —, e que constituem outras tantas concreções da matriz escópica da experiência moderna. A omnividência perseguida pela cultura visual da medicina, ao visar submeter o real a um regime de visibilidade, acaba por o metamorfosear em imagens que, em retorno, nos vêem.

Os limites da plasticidade: A arte e os seus meios

Resumo indisponível.

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