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RCL 36 _ Retórica

Retórica, intimidade e solidão: Reflexões em torno da máxima Nunquam minus solum esse quam cum solus esset

A intimidade do «estar só mas acompanhado» pode bem ser o lugar privilegiado para realizar «a mais alta e talvez a mais pura actividade de que os homens são capazes -- a actividade de pensar» de que nos fala Hannah Arendt. Mas não podemos deixar de sublinhar que a actividade de pensar só pode ser levada a cabo numa relação de diálogo com o pensamento que nos precede, nos envolve e que, no seu próprio processo de gestação, não deixa de ser um diálogo: diálogo na interlocução presumida ou real com as pessoas com quem pensamos; dia-logos de um pensamento que não dispensa, para o ser, o código convencional de palavras com que se tece. A esta luz, também o «estar só mas acompanhado» da esfera da intimidade, enquanto lugar privilegiado da «actividade de pensar», tem uma estreita relação com a retórica: porque «a razão é antes de tudo argumentação» (cf. Perelman); e porque «o pensamento não é mais primordial nem fundamentalmente o pensamento de um moi; ele está, por essência na segunda pessoa».

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