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RCL 36 _ Retórica

Para uma filologia sociológica: Análise das mutações discursivas da imprensa inglesa no século XIX

O conceito de discurso é geralmente de índole linguística e é empregue para descrever fenómenos ligados à linguagem. O objectivo fundamental deste artigo é propor uma definição sociológica deste conceito que remeta para um espaço multitextual, designando assim um objecto que lhe seja próprio e não uma realidade linguística. Partindo desta definição, a presente exposição procura contribuir para uma teoria sociológica da interpretação textual. Uma filologia sociológica só pode ser desenvolvida se for colocado de parte o aspecto linguístico dos textos em benefício de uma concentração na sua dimensão positiva. Além disso, a sociologia deve dar uma atenção muito particular à relação entre o texto e a ampla realidade a que se chama «contexto». Para ilustrar o uso desses procedimentos hermenêuticos, este artigo apoia-se nos trabalhos da sociologia do jornalismo e em particular num estudo sobre o nascimento do jornalismo em Inglaterra que mostra como, desde os meados do século XIX, uma conjunção de factores engendra transformações discursivas de fundo na imprensa inglesa que conduziram à formação de um campo de produção discursiva marcadamente autónomo do mundo político: o campo jornalístico.

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