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RCL 34-35 _ Espaços

A habitação do limite: Notas para uma topologia do sacrificial

Na sua origem, sempre enigmática, «arte» expõe-nos aos limites. É ela própria aquilo que inicia, o impulso que se auto-inicia dando-se sem fim. «Arte» é, a cada vez, a criação da sua possibilidade, do seu lugar, do seu acontecimento, cujo limite seria re-encenar o ter-lugar da criação do mundo. Ao expor-nos aos limites, é necessário que se abra um «espaço do tempo», i. e., é preciso um espaço e o tempo (leva tempo; toma espaço). Se a nossa civilização se construiu contra o tempo (o sentido último da tecnologia é desligar o tempo do espaço, des-solidarizando-os), tudo fica abandonado a si próprio, sem um tempo que seja seu, sem um lugar que lhe seja íntimo. Desenha-se o pior dos abandonos: o homem abandona o mundo e abandona-se a si próprio. «Arte» deve portanto conduzir à abertura desse espaço de tempo, a esse espaçamento do tempo onde o tempo tem lugar, onde o humano pode receber o dom que é o a manifestação.

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