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RCL 33 _ Corpo, técnica, subjectividades

Imprensa e biotecnologias, liberdade e risco: A bulímica como metáfora da actualidade

Foucault e poder como rede produtiva. Controle dos riscos e liberdade na atualidade. Introdução da metáfora da bulímica que, como diz a própria palavra metáfora, não se refere à pessoa doente propriamente dita, mas sim a uma relação de semelhança que pretende traçar o perfil do que se pode considerar como a máxima adequação aos valores contemporâneos, ratificados e repensados a todo instante pelos meios de comunicação de massa. A bulímica representaria a típica personagem de nossa época, a figura através da qual se expressariam com maior intensidade a rede que tece as relações de poder, o exercício da própria liberdade e a angústia diante da incerteza do futuro. A bulímica é tratada não como mais uma doença classificada nos anais de medicina mas sim como um modelo de atualização de nossa época, o que parece ser homologado pela própria media a partir da divulgação de uma das mais aclamadas biotecnologias contra a obesidade, o medicamento Xenical.

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