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RCL 33 _ Corpo, técnica, subjectividades

Devir (in)orgânico: Entre a humanização do objecto e a desumanização do sujeito

A penetração da vida e do corpo pela técnica anuncia a obsolescência do dualismo humano/não-humano, fazendo emergir a figura do pós-humano, hifenizada à obsessão pelo aperfeiçoamento da condição humana. O apagamento das fronteiras culturalmente estabelecidas que o híbrido simboliza interpõe-se como obstáculo para a realização do processo identitário no seio dessa mesma cultura e, ao perder a identidade, a subjectividade pode correr o risco de se transformar num signo vazio. Mas também pode acontecer que desta hibridização nasça um novo tipo de subjectividade, ou seja, que a simbiose origine a semiose, gerando um outro, um novo sentido para o nosso corpo futuro. Será o cyborg a nova ontologia, o nosso devir, o corpo da nossa pós-humanidade? O corpo pós-humano é o corpo da máquina ou ainda o corpo do humano? Vivemos o devir inorgânico do ser humano ou o devir orgânico da máquina? A relação homem-máquina constitui-se, afinal, como processo de desumanização do primeiro ou de humanização da segunda?

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