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RCL 32 _ Ficções

A ficção como exutório

Este ensaio discorre sobre a relação entre a escrita ficcional e a emoção, recorrendo ao exemplo da obra do novelista japonês Shusako Endo. O autor pergunta-se sobre a capacidade redentora do fascínio ficcional com a monstruosidade da vida, procurando uma solução diversa da que caracteriza o misticismo cristão de Endo. A paga emocional da ficção novelesca é permitir-nos olhar para o abismo da desrazão, ficando mais capazes de nos conformarmos com ele. O exutório como técnica simbólica (tanto no ritual, como na ficção, como ainda no humor) é um modo de matar e morrer sem perder vida. Dessa forma, ao libertar energias reprimidas, a ficção proporciona enorme prazer e exercita as emoções.

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