RCL 31 _ Imagem e vida

Being Michel Foucault

A fábula cinematográfica faz da imagem não uma apenas «imagem de» mas abre uma passagem para esse interior de nós que também é um imenso exterior, como o demonstrou Michel Foucault. Se, na mitologia do século XIX, os dois momentos fortes que se tornaram paradigmas modernos de um pensamento da passagem para fora de nós próprios dentro de nós próprios são Arsène Lupin, dado à experiência por Edgar Allan Poe em «Os Crimes da Rua Morgue» e Alice, de Lewis Carrol, ao entrar no País da Maravilhas, essa experiência da passagem foi recentemente reactualizada em Being John Malkovich, de Spike Jonze. Tal como no filme, a escrita de Foucault faz-nos andar à procura da porta certa para se Ser Foucault, nessa passagem se abrindo a experiência do conflito com a mente. Jogo de ocultos que, afinal, reproduz o dispositivo moderno de produção imagética da realidade: a porta como metáfora de todas as passagens para o desconhecido é expressão desta tensão dinâmica que transportamos na vida.

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