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RCL 30 _ Pop

Da arte ao porno, do porno ao pop: A pornografização do mainstream

Na medida em que a pornografia tem códigos e convenções, estes tornaram-se parte do arsenal da produção cultural popular, embora em contextos que tendem a despojá-los da sua acepção como pornografia. A pornografia inclui-se também no domínio da «arte» e alguns artistas usaram a sua iconografia numa diversidade de meios como forma de comentar a sexualidade e a cultura. Com um alcance nunca antes visto, a pornografia tornou-se algo público e é agora uma componente genuína da cultura de massas, problematizando a fronteira entre «porno» e «não porno». Ao tornar-se mais respeitável, mais visível e, em todos os sentidos, mais popular, a utilização do sexo na arte tornou-se também mais intertextual e repleta de referências cruzadas. Os códigos da pornografia foram tomados de empréstimo por muitos artistas que podem assumir que as suas audiências os compreendem e descodificam. Ao reciclar estas imagens e códigos, os artistas jogam com os seus significados reconhecidos e procuram encorajar a emergência de novos significados a partir desse material.

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