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RCL 30 _ Pop

Uma arte bem instalada

A obra de arte passou a incluir elementos que lhe eram, pelo menos para o modernismo, antitéticos, o que é particularmente visível na sua relação ao dinheiro. Esta tendência tornara-se clara já nos anos 60 com a pop art, obcecada com a «comunicação» e, acima de tudo, pelo dinheiro como «fetichismo» terminal, mas a sua relação explícita a estes era então ainda exterior à obra. Na situação actual de economia generalizada perde nitidez a distinção entre objectos de arte e outros objectos, entre actos artísticos ou outros, não ficando incólumes nem os procedimentos, nem as estratégias comunicacionais, nem o dinheiro. Mesmo as análises de Marx que garantiam a «universalidade do valor» pelo dinheiro precisam de ser revistas. Boa parte do que hoje se denomina como «pós-modernismo» artístico é basicamente um extremar da pop que se pode denominar por «neo-pop», e que se caracteriza menos pela alusão permanente aos objectos da vida quotidiana, ou aos procedimentos correntes dos media, do que à exorbitação da estratégia da pop, fazendo de tudo matéria trabalhável, ou seja, imagem, tudo servindo para «extrair» dinheiro, ou fama, ou poder.

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